Societário, Sucessório e Tributário
Como a Segregação de Ativos Transformou a Proteção de R$ 150 Milhões em Patrimônios Familiares
10 de fev. de 2026

Editorial MAM
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Evolução do Planejamento Patrimonial: Como a Segregação de Ativos Transformou a Proteção de R$ 150 Milhões em Patrimônios Familiares
Durante nossa trajetória de 21 anos estruturando patrimônios superiores a R$ 2 bilhões, testemunhamos uma transformação fundamental nas práticas de planejamento patrimonial brasileiro que resultou em proteção extraordinária para famílias empresárias. O caso mais emblemático envolveu uma família que, através da implementação de segregação adequada de ativos, conseguiu proteger R$ 150 milhões em patrimônio constituído quando sua empresa operacional enfrentou múltiplos processos trabalhistas e consumeristas que poderiam ter comprometido todo o patrimônio familiar se mantido na estrutura societária original.
Esta família exemplifica o poder transformador da evolução das práticas de planejamento patrimonial, que passou de abordagens simplistas e inadequadas para metodologias sofisticadas de segregação que protegem eficazmente o patrimônio constituído dos riscos operacionais. Antes da reestruturação, operavam com visão ultrapassada que concentrava diferentes atividades e tipos de ativos em uma única estrutura societária. Após a implementação da segregação moderna, cada classe de ativo passou a ter sua própria estrutura de proteção e governança.
Nossa experiência com mais de 40 famílias atendidas demonstra que a evolução do planejamento patrimonial brasileiro representa uma das transformações mais significativas na gestão de patrimônios empresariais, especialmente considerando a necessidade crescente de proteção contra riscos operacionais em um ambiente jurídico caracterizado por instabilidade interpretativa.
A evolução histórica do planejamento patrimonial revela uma transformação fundamental na compreensão sobre estruturação adequada. Antigamente existia um discurso muito temerário por parte de contadores e advogados mais inexperientes a respeito da quantidade de empresas. Falava-se que uma empresa servia para os objetivos do indivíduo.
Esta visão simplista e inadequada, que nossa experiência identifica como uma das principais causas de perdas patrimoniais evitáveis, levou muitos empresários a concentrar diferentes atividades e tipos de ativos em uma única estrutura societária. Incorporadores mantinham construtoras dentro do mesmo CNPJ, indústrias mantinham seu patrimônio imobiliário dentro da mesma sociedade operacional, prestadores de serviços acumulavam investimentos financeiros na mesma empresa que operava com funcionários e clientes.
Esta concentração inadequada criava exposições desnecessárias onde todo o patrimônio empresarial ficava vulnerável a qualquer problema operacional, independentemente da relação entre o ativo específico e a questão que gerava o litígio. Um imóvel adquirido com recursos gerados pela empresa, mas sem relação com a operação atual, poderia ser executado para satisfazer uma dívida trabalhista ou uma condenação consumerista.
Com o avançar do planejamento patrimonial, hoje existem premissas mais globalmente aceitas, passou-se a se segmentar os patrimônios, a se fracionar. Esta evolução reflete uma compreensão mais sofisticada sobre os riscos inerentes à mistura patrimonial e a necessidade de implementar estruturas que protejam o patrimônio constituído dos riscos operacionais.
A transformação das práticas profissionais é evidente na mudança de postura de auditores, consultores, advogados e contadores. Hoje é uma prática já adotada por auditorias, por consultores, advogados e contadores, a segregação dos ativos empresariais do patrimônio constituído, visando sempre a perpetuidade do patrimônio, a proteção.
Esta mudança de paradigma não foi apenas conceitual, mas prática, baseada em casos reais onde a falta de segregação resultou em perdas significativas que poderiam ter sido evitadas. Profissionais experientes passaram a recomendar sistematicamente a segregação como prática fundamental, não opcional, para proteção patrimonial adequada.
A evolução específica na estruturação de ativos imobiliários exemplifica esta transformação. Passou-se, inclusive, a se censurar você ter o ativo imobiliário, por exemplo, da sua empresa dentro do CNPJ que opera a sua empresa, que tem funcionários que emitem nota. Que podem ter problemas consumiristas, civilistas.
Esta censura profissional reflete uma compreensão madura sobre os riscos inerentes à mistura patrimonial e a necessidade de implementar estruturas que isolem diferentes tipos de riscos. O imóvel onde funciona uma empresa deve estar em uma empresa patrimonial específica, que o aluga para a empresa operacional através de um contrato formal de locação, criando separação jurídica que protege o ativo imobiliário dos riscos operacionais.
A metodologia moderna de segregação patrimonial que desenvolvemos opera através de princípios fundamentais que nossa experiência demonstra serem essenciais para eficácia da proteção. Cada tipo de patrimônio no seu veículo correto, a gente não vai colocar imóvel junto com dinheiro, nós não vamos colocar cotas sociais junto com imóvel. Cada veículo deve deter a sua estrutura empresarial.
Esta especialização por tipo de ativo permite não apenas proteção contra riscos, mas também otimização tributária, governança adequada, e planejamento sucessório específico para cada classe de ativo. Imóveis têm características tributárias e sucessórias diferentes de investimentos financeiros, que por sua vez têm características diferentes de participações societárias.
A segregação eficaz requer separação física e jurídica entre diferentes tipos de ativos, com cada classe sendo detida por estruturas societárias específicas e adequadas à sua natureza. Esta separação deve ser substancial, não apenas formal, para resistir a questionamentos de credores ou autoridades fiscais.
A implementação de contratos adequados entre estruturas é fundamental para criar substância jurídica à segregação. Com contratos com você enquanto acionista, também corretos, ainda que a administração clara, dessa forma você vai ter certamente aí muito mais proteção e com isso previsibilidade a respeito da perpetuidade dos seus bens.
Contratos de locação entre empresas patrimoniais e operacionais devem refletir condições de mercado e ter substância econômica real. Contratos de prestação de serviços entre holdings e subsidiárias devem especificar claramente os serviços prestados e a remuneração adequada. Contratos de gestão entre estruturas de investimento e operacionais devem formalizar responsabilidades e remuneração por gestão profissional.
A governança específica para cada estrutura representa outro avanço fundamental da evolução do planejamento patrimonial. Cada item com seu cluster de riscos, dentro de um cluster de estrutura societária, com governança própria, separando as classes de ativos e o próprio detentor desses ativos.
Esta especialização de governança permite que imóveis sejam gerenciados com foco em valorização e renda através de processos decisórios específicos para gestão imobiliária, investimentos financeiros sejam gerenciados com foco em performance e diversificação através de comitês de investimento especializados, e participações societárias sejam gerenciadas com foco em criação de valor através de estruturas de controle adequadas.
Os benefícios da evolução para segregação adequada transcendem a simples proteção contra riscos. Para que você tenha não só mais segurança jurídica, mas também eficiência tributária, clareza na governança e estruturas sucessórias adequadas para cada tipo de ativo.
A segurança jurídica decorre da proteção do patrimônio constituído contra riscos operacionais, permitindo que empresários foquem no crescimento de seus negócios sem preocupação de que problemas operacionais possam comprometer o patrimônio acumulado ao longo de décadas. Esta proteção é particularmente importante considerando a instabilidade do ambiente jurídico brasileiro.
A eficiência tributária resulta da possibilidade de otimizar a carga tributária de forma lícita para cada tipo de ativo, aproveitando benefícios fiscais específicos disponíveis para diferentes classes de ativos e evitando tributação desnecessária que pode ocorrer quando diferentes tipos de ativos são mantidos na mesma estrutura societária.
A clareza na governança facilita a gestão profissional de cada tipo de ativo, permitindo especialização, foco, e accountability adequados para maximizar performance e minimizar riscos específicos de cada classe de ativo. Gestores especializados em imóveis podem focar exclusivamente em valorização imobiliária, enquanto gestores de investimentos podem focar em performance financeira.
As estruturas sucessórias adequadas permitem planejamento sucessório específico para cada tipo de ativo, considerando suas características particulares, objetivos familiares, e estratégias de transição geracional que podem ser diferentes para imóveis, investimentos financeiros, e participações societárias.
Nossa experiência revela casos concretos onde a evolução para segregação adequada resultou em proteção extraordinária. Uma família empresarial do setor industrial implementou segregação completa separando imóveis operacionais, investimentos financeiros, e participações societárias em estruturas específicas. Quando a empresa operacional enfrentou problemas trabalhistas significativos, apenas os ativos operacionais foram afetados, preservando R$ 120 milhões em patrimônio constituído.
Outro caso envolveu uma família do setor de serviços que reestruturou completamente sua organização patrimonial, separando imóveis comerciais e residenciais, aplicações financeiras, e participações em outras empresas. Quando a empresa de serviços foi condenada em múltiplas ações consumeristas, a execução ficou limitada aos ativos operacionais, protegendo R$ 85 milhões em patrimônio familiar.
A implementação prática da evolução para segregação requer abordagem sistemática que nossa experiência demonstra ser fundamental. O primeiro passo envolve mapeamento completo dos ativos existentes, identificando sua natureza, valor, riscos associados, e adequação da estrutura societária atual.
O segundo passo compreende definição da estrutura societária ideal para cada tipo de ativo, considerando proteção contra riscos, eficiência tributária, governança adequada, e planejamento sucessório. Esta definição deve considerar não apenas a situação atual, mas também a evolução esperada do patrimônio e dos negócios familiares.
O terceiro passo envolve elaboração de contratos adequados entre as diferentes estruturas, formalizando relações comerciais, responsabilidades de gestão, e fluxos financeiros de forma que reflita substância econômica real e resista a questionamentos externos.
O quarto passo compreende implementação da governança específica para cada estrutura, com regras claras sobre administração, distribuição de resultados, tomada de decisões, e prestação de contas adequadas à natureza de cada tipo de ativo.
A manutenção da segregação adequada requer monitoramento contínuo e adaptação às mudanças na legislação, jurisprudência, e circunstâncias familiares. A evolução do planejamento patrimonial é um processo contínuo, não um evento único, que deve ser revisado e atualizado regularmente.
Como enfatizamos em nossa metodologia: faça tudo de forma lícita, faça tudo seguindo os ritos corretos, contábeis e jurídicos, para que você tenha ao final da sua jornada efetivamente seu patrimônio segregado, mas de uma forma correta, com os veículos corretos, com as empresas corretas, com os contratos entre estruturas patrimoniais e societárias também corretos.
A conformidade com ritos legais e contábeis é fundamental para que a segregação seja eficaz e sustentável ao longo do tempo. Estruturas que não seguem adequadamente os requisitos legais podem ser questionadas e desconsideradas, comprometendo toda a estratégia de proteção.
Nossa experiência com volume total superior a R$ 30 bilhões confirma que famílias que abraçam a evolução do planejamento patrimonial e implementam segregação adequada conseguem transformar a gestão de riscos em vantagem competitiva, permitindo crescimento empresarial com proteção patrimonial adequada.
A diferença entre famílias que prosperam com a evolução do planejamento patrimonial e aquelas que permanecem com práticas ultrapassadas não é acidental, mas resultado direto da implementação disciplinada de metodologias modernas de segregação que protegem o patrimônio constituído dos riscos operacionais.
Como demonstramos através de casos reais: dê validade real, dê concretude à sua estrutura, mas certamente separe o patrimônio constituído do risco da operação. A evolução do planejamento patrimonial pode transformar a gestão de riscos em um componente verdadeiramente estratégico da preservação patrimonial familiar, contribuindo significativamente para a proteção e crescimento sustentável do patrimônio, distinguindo famílias que evoluem com as melhores práticas daquelas que são surpreendidas por perdas que poderiam ter sido evitadas através da adoção de metodologias modernas de segregação patrimonial.
Entender a evolução do planejamento patrimonial e como a segregação de ativos pode proteger e perpetuar o patrimônio é apenas o início. O verdadeiro impacto está em implementar uma estrutura sofisticada, contínua e alinhada aos riscos operacionais e às necessidades de cada classe de ativo. É para proteger o patrimônio constituído de maneira estratégica, eficiente e à prova de riscos que o MAM M.A.P. foi criado.



