Societário, Sucessório e Tributário
Como as Mudanças Fiscais e Legislativas Ameaçam Seus Bens no Brasil
7 de abr. de 2026


Editorial MAM
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O Editorial MAM é formado por um núcleo estratégico da MAM Trust & Equity, composto por especialistas em sucessão, governança, estruturação internacional, fiscal e societária. Com mais de duas décadas de atuação no mercado, o time se dedica à produção de conteúdos que esclarecem os principais movimentos que impactam grandes fortunas.
Seu Patrimônio Imobiliário Sob Ataque: Como as Mudanças Fiscais e Legislativas Ameaçam Seus Bens no Brasil
A máxima de que "comprar terra não erra" sempre foi um pilar da segurança financeira no Brasil. Contudo, essa crença, que sobreviveu a décadas de inflação e instabilidade monetária, está sendo violentamente desafiada pelas novas realidades fiscais e legislativas. Seu patrimônio imobiliário, antes um porto seguro, agora se encontra em uma zona de alto risco se não for devidamente estruturado.
Neste vídeo revelador, Rafael Bastos, CEO da Montra Multi-Family Office e um dos maiores especialistas em gestão de fortunas de famílias Ultra-High-Net-Worth (UHNW) no Brasil e no exterior, detalha as ameaças iminentes e, mais importante, apresenta soluções concretas e legais para proteger seus bens.
O Novo Cenário: Estado Olho no Seu Legado
Rafael Bastos inicia alertando para o "apetite arrecadatório" sem precedentes do Estado, que vê na iminente transferência de riqueza global (70 trilhões de dólares dos Baby Boomers para seus sucessores nos próximos 10 anos) uma oportunidade de ouro. No Brasil, isso se traduz em:
Aumento de Impostos Sucessórios: O ITCMD (Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação) já viu um aumento na progressividade da alíquota (4% desde dezembro de 2024 para doações em vida) e a expectativa é que chegue a 14-18% em 2026.
Tributação Offshore: Uma brecha legal que permitia doações no exterior sem ITCMD (devido à ausência de Lei Complementar) está com os dias contados. Em 2024, houve autorização para a criação dessa lei, e a expectativa é que em 2026 essa forma de planejamento sucessório seja taxada.
CIB (Cadastro Imobiliário Brasileiro): O "CPF dos imóveis" é uma realidade para 2026. Ele registrará o valor de mercado de todos os bens imobiliários, tornando as transações transparentes para a Receita Federal. O fim da declaração de imóveis por valores defasados não só aumenta a base de cálculo de impostos como o ITCMD, mas também sinaliza um risco de aumento do IPTU.
O Grande Risco: Manter Imóveis na Pessoa Física
A principal vulnerabilidade apontada por Rafael Bastos é a manutenção de patrimônio imobiliário em nome de pessoa física. Isso acarreta:
Tributação Mais Cara: Seja na renda (aluguel) ou na venda, a pessoa física paga mais impostos.
Custos de Carregamento: O IPTU pode subir consideravelmente com a precificação a valor de mercado.
Riscos de Execução: Imóveis em nome de pessoa física estão expostos a dívidas pessoais (cíveis, trabalhistas, fiscais), divórcio e até problemas de sócios em outras empresas, que podem levar à desconsideração da personalidade jurídica e à penhora de seus bens.
Ilquidez Sucessória: Após o falecimento, o processo de inventário é moroso e caríssimo. A família pode ser forçada a vender imóveis com deságio de 30-40% para cobrir impostos, advogados e custos cartorários, gerando uma perda total de 20-25% do patrimônio. Ou seja, a família herda um problema, não um legado.
A Solução: Pessoas Jurídicas e Governança Estruturada
Para blindar o patrimônio, a migração dos imóveis da pessoa física para uma pessoa jurídica (holding familiar) é o primeiro e mais crucial passo. No entanto, não basta apenas transferir:
Escolha da Estrutura: Não é qualquer PJ. É preciso definir o tipo societário (Sociedade Limitada, Sociedade Anônima Fechada – que oferece maior proteção contra execuções e permite maior discricionariedade na sucessão) e as ferramentas de governança.
Discutindo o ITBI: É possível discutir judicialmente a isenção ou redução do ITBI na integralização de bens imóveis na holding.
Governança Familiar: Acordos de sócios, protocolos familiares e pactos de convivência são essenciais para definir regras claras de sucessão, administração e uso do patrimônio, garantindo que o desejo do "patriarca" ou "matriarca" seja respeitado.
Estratégia Internacional (Offshore): Para famílias que buscam otimização máxima, transferir a governança (não necessariamente o ativo físico) para uma estrutura offshore permite, em alguns casos, a sucessão a custo zero, como demonstrado com o exemplo de Portugal. Rafael ressalta que a Lei 14754, que trouxe a tributação para offshops e holdings puras sem atividade, oferece brechas para estruturas com atividade, permitindo ainda a otimização.
Agir Agora: As Janelas de Oportunidade se Fecham
Rafael Bastos é enfático: o momento de agir é AGORA. As regras estão mudando rapidamente, e a Receita Federal tem ferramentas de cruzamento de dados em tempo real. Adiar o planejamento significa expor o patrimônio a riscos crescentes.
Ter um diagnóstico preciso da situação atual e um plano de ação elaborado por profissionais experientes é fundamental. O imóvel continua sendo um excelente ativo, mas sua proteção exige inteligência, estrutura e proatividade. Não permita que a passividade transforme o legado de uma vida em um ônus para sua família.
Com mudanças fiscais e legislativas à vista, manter imóveis na pessoa física não é mais uma opção segura. Evite perdas e riscos desnecessários estruturando seu legado com inteligência e proteção. Rafael Bastos e a equipe da Montra Multi-Family Office estão aqui para ajudar com soluções estratégicas e personalizadas.
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